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Terça, 03 Setembro 2013

Cervejaria Ramiro: endereço incontornável em Lisboa

Cervejaria Ramiro Lisboa

A famosa marisqueira é uma verdadeira instituição lisboeta. As constantes filas na porta não deixam dúvida a respeito disso. Faz tempo que os turistas descobriram o endereço, o que fica evidente nos diferentes sotaques ouvidos no salão. Ali, dividem mesas com dezenas de locais, muitos deles, frequentadores de longa data, que chegam com o pedido na ponta da língua.

Não permita que a estética do salão e a excessiva informalidade do serviço (até briga entre garçons eu presenciei) abalem sua fé no lugar. Ir à Cervejaria Ramiro é um pouco como visitar a casa de um grande amigo, que não vai se preocupar em esconder o vaso feio no canto da sala, nem se importará se você presenciar uma discussão dele com a mulher, mas certamente há de trazer à mesa o que tiver de melhor a lhe oferecer. No caso da Ramiro, excelentes frutos do mar, sempre frescos, servidos sem muitos molhos ou acompanhamentos. Sem firula, sem disfarce. A coisa como ela é.

Começamos com uma porção de percebes. Afinal, em Roma, como os romanos.

Cervejaria Ramiro Lisboa

Em seguida, amêijoas à Bulhão Pato. Não foram as melhores que já experimentei, mas estavam gostosas.

Cervejaria Ramiro Lisboa

Então, camarões ao alho e óleo. Tenros, saborosos, impecáveis.

Cervejaria Ramiro Lisboa

E o melhor da noite: soberbos camarões do Algarve.

Cervejaria Ramiro Lisboa

A coadjuvar os frutos do mar, nada além de uma providencial pilha de pães quentinhos com muita manteiga. Nada mais era preciso.

Cervejaria Ramiro Lisboa

A conta? Quase o equivalente ao que se pagaria por um prato enfeitado com meia dúzia de camarões excessivamente cozidos em qualquer restaurante da moda no eixo Rio-São Paulo.

 

Cervejaria Ramiro - Av. Almirante Reis, nº 01 - H

http://www.cervejariaramiro.pt/

Terça, 13 Agosto 2013

Com açúcar, gemas e afeto

Parecem simples as receitas de alguns dos meus doces prediletos. Engana-se, porém, quem pensa que a doçaria portuguesa é um ofício banal, nada além de misturar ovos e açúcar. O delicado equilíbrio que faz a diferença entre exemplares pesados, excessivamente doces, e as pequenas joias que brotam de mãos zelosas é algo difícil de encontrar. Mas vale a pena procurar. Uma visita a Portugal sem essa busca não tem a mesma graça. Eis algumas confeitarias que tornaram melhor minha passagem recente pelo país.

Pastéis de Belém

Volto sempre. Porque tão bom quanto descobrir novos lugares é voltar a endereços familiares e encontrá-los exatamente como os deixamos no último encontro, quase como se estivessem esperando por nós durante todo o tempo em que estivemos longe.

Pastéis de Belém

As filas continuam enormes e os amplos salões, lotados. O que garante constantes fornadas e pastéis sempre frescos. Chegam à mesa com a massa estalando e o cremoso recheio ainda quentinho, pronto pra receber a chuva de canela. Há outros clichês que vale a pena cometer em Lisboa, mas poucos tão gostosos quanto este.

Pastéis de Belém

Doce História

A pequena loja, no entorno do belíssimo Miradouro de São Pedro de Alcântara, reúne em suas prateleiras especialidades de vários cantos do país. Como não são fabricados ali, os doces nem sempre são os mais frescos. Entre os que experimentei, nem todos eram bons, mas por um deles eu seria capaz de voltar todos os dias: as queijadas do céu. A textura do recheio, à base de ovos e gila, ainda não me saiu da memória.

Doce História Lisboa

Doce História Lisboa

Confeitaria da Ponte

Uma pequena linda cidade. Um rio. Uma ponte medieval. De um lado da ponte, um convento do século XVI. Do outro, debruçada sobre o rio, uma confeitaria com mais de oitenta anos de idade. Eu tinha motivos de sobra a justificar um desvio em meu caminho, para uma breve passagem por Amarante.

Amarante

Confeitaria da Ponte Amarante

Confeitaria da Ponte Amarante

As vitrines da histórica confeitaria dão vida a clássicos que povoam os manuais da doçaria portuguesa. Diante delas, a vontade era experimentar tudo. A criança que ainda mora na ponta do meu dedo movia-o em todas as direções. Quando me dei conta, já havia mais de meia dúzia de doces em nossa mesa. Minha versão adulta me mandava parar.

Nem tudo o que comi era digno de nota. Gostei muito do que ali chamam papo de anjo: doce de ovos envolto em hóstia crocante, no mesmo formato das barrigas de freira. Também deliciosa era a queijada de amêndoas e gila.

Confeitaria da Ponte Amarante

Confeitaria da Ponte Amarante

Ainda melhores estavam os amarelíssimos papos de anjo – que ali atendem pelo nome de amarantinos. Encerrei a visita com um deles.

Confeitaria da Ponte Amarante

Acomodada na varanda, olhava o rio, a ponte, e ia comendo bem devagar, na tentativa de tapear o tempo e aprisionar a fugacidade do momento.

Confeitaria da Ponte Amarante

 

Pastéis de Belém – Rua de Belém nº 84 – 92 - Lisboa

http://www.pasteisdebelem.pt/

Doce História - Rua Dom Pedro V nº 1 – Lisboa

https://www.facebook.com/pages/Doce-Hist%C3%B3ria/126020717500748

Confeitaria da Ponte - Rua 31 de Janeiro nº 186 - Amarante

http://confeitariadaponte.pt

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