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Quarta, 05 Outubro 2011

Meus dias na Bretanha: um relato sentimental

Como vocês perceberam pelos últimos posts, estive na Bretanha por alguns dias no mês passado. Mais precisamente, no norte da Bretanha, nos arredores de Cancale, à beira da baía do Mont St-Michel. O que me levou àquelas paragens, além do interesse que a região desde sempre me despertou, foi a vontade de me aproximar do trabalho do grande chef Olivier Roellinger, por quem tenho enorme admiração. Mas sobre isso ainda não posso contar mais detalhes por ora. Só posso lhes dizer que voltei apaixonada por aquele pedaço de terra. A poesia das vielas perdidas no tempo em Cancale. Seu porto, o cultivo das ostras, a força das marés. A mágica silhueta do Mont St-Michel no horizonte. O comovente centro velho de Dinan, logo ali, a poucos quilômetros de Cancale. As ruas desertas de Saint Suliac, cidadezinha que parecia ter saltado de um filme antigo diante de nossos olhos. O mar de Saint-Malo. As estradas pontuadas por casinhas de pedra, as hortênsias nos jardins, as dezenas de macieiras no caminho...

Ao longo desses dias, comi tudo que pude. Ostras, moules de bouchot, galettes, crêpes. E, claro, muita manteiga, sob todas as formas: galettes cancalaises, galettes malouines, kouign amanns e todo o caramelo salgado que encontrei pelo caminho – o caramel au beurre salé é invenção bretã e só por isso aquele povo já teria a minha eterna gratidão...

Foram dias únicos, num lugar onde a noção de terroir está absolutamente entranhada na cultura gastronômica; onde a relação com a natureza dita as regras da mesa. Uma terra que me marcou a memória. Voltei com a bagagem cheia de caramelo e saudade...

 

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