Pra quem quiser me visitar....
  • Privilégio no menu do dia
  • yam'Tcha, em Paris: no tempo da delicadeza
  • A Casa do Porco Bar: Jefferson Rueda finalmente em casa
  • De São Bartolomeu a Belo Horizonte: Minas Gerais, antídoto contra a superficialidade
  • Uma nova geração de padeiros no Rio de Janeiro: Araucária Pães Artesanais e Maison do Zé
  • Provence: o mercado de Saint-Rémy
  • Curiango Venda e Cozinha: uma bela história de êxodo urbano na Serra da Bocaina
  • Aïoli no Bistrot du Paradou
  • “Redefinindo Sustentabilidade”: Parabere Forum chega à terceira edição debatendo a igualdade de gênero na gastronomia
Quinta, 18 Agosto 2011

Já que o assunto é couvert...

Não há nada de novo nas discussões em torno do couvert e no eterno debate sobre se vale o desembolso de uns reais a mais na conta do jantar. Eu diria que alguns valem sim, mas a grande maioria, certamente, não. Embora o tema seja gasto, surrado, há nova chama reacendendo a contenda: a iniciativa do Legislativo paulista de resolver a polêmica através de lei que regulamente sua oferta e cobrança nos restaurantes – o que me parece, pra dizer o mínimo, desnecessário. O assunto tem gerado barulho e esse falatório me levou a recapitular incursões recentes, na busca de lembranças de couverts que tenham acrescentado alguma coisa à minha refeição - e não apenas me deixado quinze, às vezes, vinte reais mais pobre por nada. De fato, não são muitos mesmo os que me ocorrem. É bem provável que eu esteja me esquecendo de alguns, mas faço questão de louvar uns poucos que me vêm à memória e que fazem a diferença entre uma infinidade de exemplares totalmente dispensáveis.

No Le Pré Catelan, não há nada de criatividade no couvert. Nem precisa. Apenas manteiga, azeite, torradas finíssimas, grissinis crocantes de massa folhada e pães, muitos pães, todos impecáveis. Pouca gente domina a arte da padaria no Rio de Janeiro como o francês Dominique Guerin (que, aliás, está em vias de se despedir da casa pra assumir uma loja própria). E como pão, pra mim, é fundamental, os dele me fazem jamais dispensar o couvert ali.

Outro couvert digno de nota é o do DOM. Ótimos pães – o pãozinho de queijo é especialmente bom -, coalhada, manteiga Aviação na latinha e uma deliciosa pasta de alhos assados.

O do Olympe, de Claude Troisgros, é absolutamente simples – o que, repito, pra mim, não é problema. A não ser que cobrem por ele o preço de uma entrada, o couvert não precisa mesmo ser muito mais que bons pães, boa manteiga, bom azeite, embora, ache mais que bem-vindas as versões que vão além do trivial. Mas, como ia dizendo, embora o couvert do Olympe seja simples, tem um item que me faz jamais cogitar rejeitá-lo: os biscoitos de polvilho perfumados com curry. São bons demais. A reposição frequente me faz comer sem moderação...

São também eles, os biscoitos de polvilho, que fazem do couvert do Maní um dos meus favoritos. Ainda melhores que os do Olympe, os biscoitos gigantes de Helena Rizzo, que chegam acompanhados de coalhada, manteiga e queijo de cabra, são perfeitos. Impossível dispensar.

Encerro com um dos exemplares que mais me surpreenderam ultimamente. O couvert do Clos de Tapas, além dos ótimos pães, uma boa conserva de legumes e uma gostosa manteiga de umburana e Castanha do Pará, tem um segundo round que é sensacional: uma lúdica versão do PF, que traz um cremoso caldo de feijão com pedacinhos de paio, acompanhado de crocantes de arroz e um saboroso pó de couve.

Se todo couvert fosse assim, com lei ou sem lei, eu não dispensava nunca...

As atualizações do blog também estão no meu twitter.

Deixe seu comentário:
© 2012 Pra quem quiser me visitar - Todos os direitos reservados - Design de Branca Escobar

Envie para um amigo:

*
*

Fale comigo:

*

Assinar Newsletter:

Remover email: